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1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer - Programa 5 - Marvin Gaye - "What's Going On" (1971) / "Let's Get It On" (1973) / "Here, My Dear" (1978)
November 25, 2009 02:38 AM PST
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Um tiro no peito, desferido pelo próprio pai, calou a grande voz de Marvin Gaye numa data tragicamente irônica, 1º de abril de 1984, um dia antes de ele completar 45 anos. Completaram-se sete décadas de seu nascimento – um bom motivo para se falar de sua importância e, principalmente, voltar a ouvi-lo. Nenhuma edição especial de sua obra foi planejada para celebrar a data. Não é preciso. Pelo menos em seu país de origem, Estados Unidos, seu legado está bem conservado. Três de seus principais álbuns, What’s Going On (1971), Let’s Get it On (1973) e I Want You (1976) ganharam edições de luxo em 2003, com faixas extras. No Brasil, além desses álbuns importados, suas canções estão disponíveis apenas em coletâneas em CD. Uma delas é o álbum triplo Motown 50 (Universal), que celebra o cinquentenário da lendária gravadora de Detroit, que fez Marvin, Michael Jackson, Stevie Wonder, Diana Ross, Smokey Robinson, The Temptations e vários outros ícones da soul music ganharem o planeta. Da mesma série comemorativa, chega agora ao mercado um álbum dedicado apenas a Gaye. Discoteca básica: Confira os álbuns antológicos de Marvin Gaye: - WHAT´S GOING ON (1971) - TROUBLE MAN (1972), trilha sonora do filme homônimo. - LET´S GET IT ON (1973) - DIANA & MARVIN (1973), com Diana Ross. - LIVE! (1974) - I WANT YOU (1976) - LIVE AT THE LONDON PALLADIUM (1977) - HERE, MY DEAR (1978) - MIDNIGHT LOVE (1982) Há também dois DVDs em edição nacional sobre Marvin. Um deles é o bom documentário What’s Going on – The Life & Death of Marvin Gaye (ST2 Video). O outro é Marvin Gaye – The Real Thing in Performance 1964-1981 (Universal). Como está explícito no título, trata-se de uma compilação de apresentações do cantor durante esses anos em programas de televisão americanos e europeus. Como bônus, um show de 50 minutos registrado na Bélgica em 1981, 11 faixas com a voz de Marvin a capela e um belo encarte com fotos e perfil biográfico em inglês. Acompanha o DVD um CD ao vivo, do show da turnê europeia de 1976. Alguns dos clássicos estão ali: “Let’s Get it on”, “What’s Going on”, “I Heard it Through the Grapevine”, “Ain’t no Mountain High Enough”. Quase duas décadas e meia depois de sua morte, é notável a influência de Marvin na música – não só negra, não apenas americana, não só sobre os cantores. Prince, Rick James, Janet Jackson, Maxwell, George Michael, Ben Harper, DeBarge, Mick Hucknall (do Simply Red), Neneh Cherry e uma legião de outros menos famosos reconhecem nele uma enérgica fonte de musicalidade. A voz, porém, é inimitável, inconfundível, uma das mais tocantes, doces e poderosas de todo o pop. Marvin, por sua vez, foi influenciado por Rudy West, Clyde McPhatter, Little Willie John e Ray Charles. Sam Cooke era seu ídolo. É daí que provavelmente veio o apelido de “príncipe da soul music”, já que Ray era o rei. Ou seria Cooke? Não importa a quem cabe melhor o pioneiro título de nobreza, são todos gogós de diamante. Falando em grandes vozes, diz a lenda que Marvin almejava ser um Frank Sinatra. Ele também gravou um tributo a Nat King Cole e registrou duetos antológicos com Diana Ross, Tammi Terrell e Kim Weston. Nem quando se propôs a construir um fracasso conseguiu ser ruim. É o caso do famoso Here, My Dear, que ele foi judicialmente obrigado a gravar, revertendo a renda das vendagens para a ex-mulher depois do divórcio. A vingança não poderia ter sido mais cruel: Marvin não só fez um álbum de canções amargas, mas absolutamente difíceis, anticomerciais. Um bom panorama de sua carreira pode ser apreciado na caixa The Master Marvin Gaye 1961-1984 (Universal), que cobre os principais feitos desse artista genial, revolucionário, pacifista, sensual. E também perturbado, dividido entre a glória do sucesso, a culpa religiosa e o inferno das drogas, que, afinal, deu o pretexto para que o pai, um moralista pastor protestante, fizesse a sua “justiça”, tornando o mundo bem mais triste e sem graça naquele fatídico 1º de abril. Entre tantos álbuns maravilhosos para escolher na carreira de Marvin Gaye, os 1001 Discos para Ouvir antes de Morrer, optou por 3: - WHAT´S GOING ON (1971) - LET´S GET IT ON (1973) - HERE, MY DEAR (1978) LET'S GET IT ON, gravado em 1973 é um dos grandes destaques do podcast dos "1001 DISCOS PARA OUVIR ANTES DE MORRER", edição nº 5. Baixe o álbum completo de mais essa "obra prima" da música mundial, acessando o link: http://www.easy-share.com/c/1904838

1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer - Programa 4 - Nina Simone - "Wild is the Wind" (1967)
November 02, 2009 06:00 AM PST
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Nina Simone, cujo nome verdadeiro era Eunice Waymon, nasceu a 21 de Fevereiro de 1933 em Tryon (Carolina do Norte, EUA), sendo a sexta de sete irmãos de uma família bastante pobre de pastores metodistas.

Aos 4 anos começou a tocar piano de forma exemplar. Com a ajuda de um professor de música, que criou o “Fundo Eunice Waymon”, ela conseguiu continuar a sua educação musical. Aliás, foi uma das primeiras artistas negras a ingressar na renomada Julliard School of Music, em Nova Iorque.

Para conseguir ajudar financeiramente a sua família, ela começou a trabalhar num bar onde mais tarde lhe foi dito que teria de cantar. Sem ter oportunidade para se aperceber do que lhe estava a acontecer, Eunice, que tinha sido treinada para ser uma pianista clássica, entrou no mundo do show business. Aos 20 anos adoptou o nome de Nina Simone: “Nina” veio de “pequena” (“little one”) e “Simone” foi uma homenagem à grande actriz do cinema francês Simone Signoret, a sua preferida.

Nos fins dos anos 50, Nina gravou as primeiras faixas do seu álbum “Bethlehem”. Temas como “Plain gold ring”, “Don’t smoke in bed” e “Little girl blue” rapidamente se tornaram grandes êxitos. A canção “I loves you, Porgy” da ópera “Porgy e Bess” tornou-se um grande êxito e Nina tornou-se uma estrela, actuando em Town Hall, Carnegie Hall e no Newport Jazz Festival.

Desde o início da sua carreira que Nina incluiu no seu repertório estilos tão distintos como o jazz, gospel, música clássica, folk, blues, pop, canções de musicais e óperas, cânticos africanos, assim como composições pessoais. Para além da mestria que Nina possuía a trabalhar em diferentes estilos musicais, algo que a tornava única era a forma como usava o silêncio como elemento musical. A verdade é que ao vivo esta artista enfeitiçava o público com o seu talento. Activista na luta contra o racismo, chegou mesmo a cantar no enterro do pacifista Martin Luther King. A sua canção “Mississippi Goddamn” tornou-se um hino activista da causa negra, que aborda o assassinato de quatro crianças negras numa igreja de Birmingham em 1963. Aliás, muitas das canções de Nina referem-se aos direitos civis, tais como “Why? The king of love is dead”, “Go limp”, “To be young”, “Gifted and black”.

Após vários sucessos, Nina sentiu que tinha sido manipulada pelas editoras. Revoltada com a indústria discográfica, show business e racismo, abandonou os EUA em 1974 para as Barbados. Nos anos seguintes viveu na Suiça, Holanda, e por fim, no sul de França (Carry-le-Rouet), onde acabou por falecer a 21 de Abril de 2003 por doença prolongada. Conforme o seu desejo, as suas cinzas foram espalhadas em diferentes países africanos.

Detentora de inúmeros prémios entre os quais vários Grammys, que mais não foram do que um reconhecimento do seu talento, Nina recebeu ainda um Doutoramento Honoris Causa em Música e Humanidades. Sem dúvida, Nina foi, é e será sempre uma das maiores cantoras e compositoras dos nossos tempos.

O destaque do programa número 4, do podcast dos 1001 Discos para Ouvir antes de Morrer, é para o álbum Wild is the Wind, gravado em 1966. Um pouco sobre esse disco...

Wild Is the Wind é o sexto álbum sob registro da gravadora Philips, da famosa cantora, pianista e compositora de "blues", NINA SIMONE (1933-2003). Este álbum é especial, pois contém várias das melhores gravações de NINA SIMONE. Você pode conferir faixas mais populares como "I LOVE YOUR LOVIN WAYS" e "LILAC WINE", além das tradicionais canções refinadas e de extrema qualidade, marca registrada do incrível trabalho de um dos maiores nomes da música mundial, NINA SIMONE.

Faixas:
I Love Your Lovin´ Ways
Four Women
What More Can I Say?
Lilac Wine
That´s All I Ask
Break Down and Let It All Out
Why Keep on Breaking My Heart
Wild Is the Wind
Black Is the Color of My True Love´s Hair
If I Should Lose You
Either Way I Lose

1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer - Programa 3 - Nick Drake - "Pink Moon" (1972)
October 30, 2009 09:19 AM PDT
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O álbum "Pink Moon" foi lançado em Fevereiro de 1972 e seria o último disco da carreira meteórica e polêmica do cantor e compositor britânico Nick Drake (19/06/1948 - 25/11/1974). As sessões duraram duas noites, tendo apenas Drake e seu engenheiro no estúdio. As sombrias faixas de "PINK MOON" são curtas, as onze canções do disco têm apenas vinte e oito minutos. Nick Drake não é acompanhado em "PINK MOON", apenas na canção título ele mesmo tocou piano. Nick Drake foi muito determinado em fazer de forma natural, um registro cru desta obra.

Após a conclusão do álbum, Drake entregou as fitas-mestre no balcão da gravadora Island Records. Ele colocou-as junto a uma recepcionista do balcão e saiu sem falar com ninguém. As fitas ficaram lá durante o fim de semana, foram percebidas mais tarde, na outra semana. Uma crítica para o álbum feita pela revista Melody Maker em Fevereiro começava com "PINK MOON - O disco mais recente de Nick Drake: a primeira era do que ouvimos está acabada". O álbum vendeu menos cópias do que seus antecessores, embora com algumas críticas favoráveis.

O fundador da gravadora, Chris Blackwell sentia que "PINK MOON" tinha potencial para popularizar Nick Drake, porém, sua equipe ficou desapontada pelo desinteresse do artista em empreender qualquer atividade promocional.

Depois de muita insistência, Drake concordou em conceder uma entrevista a Jerry Gilbert, da Sounds Magazine. Em entrevista única, nunca publicada, o tímido e introvertido cantor folk falou sobre sua antipatia em fazer as coisas que não gostava. "Não houve qualquer nexo", disse Gilbert. "Não creio que ele fez contato comigo ou olhou-me alguma vez". Abandonou a carreira musical, procurou outras profissões, cogitou entrar para o exército.

Nick Drake foi um obsessivo na prática com o violão, tocava até a madrugada, experimentava afinações e compunha. Em muitas canções ele acrescenta acentos dissonantes através de afinações exóticas...

Em 2000, a Volkswagen usou o título da faixa "PINK MOON" para um comercial nos Estados Unidos.

Faixas:

Pink Moon
Place to Be
Road
Which Will
Horn
Things Behind the Sun
Know
Parasite
Free Ride
Harvest Breed
From the Morning

1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer - Programa 2 - Pink Floyd - "The Piper At The Gates of Down" (1967)
October 30, 2009 07:42 AM PDT
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O álbum do PINK FLOYD, chamado "THE PIPER AT THE GATES OF DOWN" é o primeiro álbum da consagrada banda britânica. Este disco foi lançado em 1967. Foi o único álbum da banda que foi feito sob a liderança do Syd Barrett. O disco tem letras caprichosas sobre espantalhos, gnomos, bicicletas e contos de fadas (?), juntamente com passagens instrumentais do rock "psicodélico". O álbum foi gravado no Abbey Road Studios e foi editado em 5 de Agosto de 1967, chegando a ser o 6º mais vendido no Reino Unido.

Faixas:

"Astronomy Domine" – 4:12
"Lucifer Sam" – 3:07
"Matilda Mother" – 3:08
"Flaming" – 2:46
"Pow R. Toc H." – 4:26
"Take Up Thy Stethoscope and Walk" - 3:05
"Interstellar Overdrive" – 9:41
"The Gnome" – 2:13
"Chapter 24" – 3:42
"The Scarecrow" – 2:11
"Bike" – 3:21

1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer - Programa 1 - John Lennon - "Plastic Ono Band" (1970)
October 30, 2009 05:54 AM PDT
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"PLASTIC ONO BAND" é o primeiro disco de John Lennon após a separação oficial dos Beatles em 1970. Quando ainda estava nos Beatles, John já havia lançado três álbuns experimentais e realizado um show ao vivo em Toronto. Em 1969, John formou com sua mulher, Yoko Ono, a banda Plastic Ono Band.

Atingiu o oitavo lugar nas paradas de sucesso dos Estados Unidos e o sexto na Inglaterra. É considerado por muitos críticos de música o melhor álbum solo de John Lennon.

Logo após a separação dos Beatles, John Lennon inicia em Los Angeles a terapia Primal guiado por Arthur Janov que durou quatro meses. Na terapia, John tratou de seus traumas relacionados a infância (abondono pela mãe e pelo pai, morte da mãe). O álbum tem suas canções baseadas nestes traumas de infância.

De volta a Inglaterra, John chamou o produtor Phil Spector e alguns amigos músicos para participar do álbum. Em algumas músicas Ringo Starr tocou bateria em outras a bateria ficou a cargo de Alan White. Klauss Voormann , antigo amigo da época que os Beatles tocaram em Hamburgo, tocou baixo. E Billy Preston tocou teclados.

Todas as músicas foram compostas por John Lennon:

"Mother"
"Hold On"
"I Found Out"
"Working Class Hero"
"Isolation"
"Remember"
"Love"
"Well Well Well"
"Look At Me"
"God"
"My Mummy's Dead"